quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O poder do Omega 3



O ômega 3 é uma gordura poli-insaturada necessária para manutenção da saúde, ele é responsável por combater processos inflamatórios, prevenindo doenças circulatórias e do coração, alguns tipos de câncer, e melhora a comunicação entre as células do cérebro, desde a infância até terceira idade, além disso, pode auxiliar no tratamento de doenças crônicas como a diabetes mellitus tipo 2.


Para atletas, as propriedades do ômega 3 demonstram-se benéficas para reduzir o desgaste e auxiliar na prática de exercícios de maior intensidade. Isso porque o composto combate a inflamação tecidual no músculo causada pela musculação. Dessa forma, há menos dor muscular e o processo de recuperação torna-se mais rápido. Como consequência, é possível realizar novas séries em menos tempo, influenciando mudanças corporais mais significativas.

Para o coração o ômega 3 age de duas maneiras para proporcionar benefícios ao sistema cardiovascular. O EPA regula a atividade das plaquetas sanguíneas, evitando coágulos de sangue, que podem levar a um AVC ou infarto. O EPA também reduz os níveis de triglicérides, um tipo de gordura que é ruim para o organismo quando está elevada. Já o DHA ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração.
Esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do colesterol HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim). Quando o LDL está em excesso, há maior risco dele se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento levando a doenças cardiovasculares, como hipertensão, aterosclerose, infarto e derrame cerebral. Ele também consegue reduzir os níveis de triglicérides do sangue.
O ômega 3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade das veias e artérias, afastando o risco de doenças como hipertensão, aterosclerose, infarto e derrames.
Este ácido graxo é essencial para a visão porque participa do recobrimento da retina. Esta parte dos olhos tem o papel principal de transformar o estímulo luminoso em estímulo elétrico para o cérebro ser capaz de realizar o processo de enxergar.
O ômega 3 age na formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios. Assim, ocorre a melhora do desempenho cognitivo, da atividade cerebral e comunicação entre as células do cérebro. O ácido graxo também conta com efeito vasodilatador e por isso ocorre o aumento do aporte de oxigênio e nutrientes.
Pessoas portadoras de depressão possuem níveis baixos de ômega 3 o que pode ocasionar a diminuição do número de funções de neurotransmissores e receptores. A ingestão de ômega 3 melhora a fluidez das membranas que encapam as células nervosas e aumenta a produção de diversos neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, melhorando assim o humor e o bem-estar.
O consumo do ômega 3 contribui para o alívio dos sintomas desta doença porque ele possui ação anti-inflamatória. Este ácido graxo funciona como um bloqueador de enzimas que produzem o processo inflamatório.
O ômega 3 é muito benéfico para as grávidas. Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, revelou que o ácido graxo ajuda as mulheres a terem bebês mais fortes e a reduzir a incidência de partos prematuros. Além disso, outras pesquisas apontam que o consumo do ômega 3 no último trimestre de gestação e nos primeiros meses de aleitamento aumenta o QI dos bebês.
A orientação para as gestantes é ingerir o ômega 3 por meio da alimentação. Comer peixes de água fria, como o salmão e a sardinha, duas ou três vezes na semana e incluir oleaginosas, como a nozes, nos lanches entre as principais refeições são ótimas opções.

A vitamina E, também conhecida como tocoferol, é um micronutriente solúvel em gordura com ação antioxidante no organismo, o que a torna responsável por combater os excessos de radicais livres, que podem ser prejudiciais à saúde. A recomendação de ingestão diária é de 15 a 1000 mg, sendo que esses 15g são fáceis de serem alcançados.

Entre os principais benefícios da vitamina E estão o poder de auxiliar na prevenção do envelhecimento celular, na formação dos glóbulos vermelhos e até na prevenção de doenças, como o câncer e doenças do coração.
Benefícios estéticos também estão entre as propriedades dessa vitamina, pois ela pode atuar na formação do colágeno, tornando a pele mais firme.
Os alimentos fontes de vitamina E estão muito presente na nossa alimentação, são eles: germe de trigo, óleo de girassol, óleo de cártamo, óleo de canola, azeite, óleo de palma, grãos de cereais integrais, nozes, frutas, legumes e carnes gordurosas. Mas, por se tratar de um nutriente que precisa da gordura para ser absorvido, em alguns casos a suplementação do nutriente é indicada.

A associação da vitamina E e do ômega 3 na suplementação foi exibida em vários estudos, apresentando uma melhora do efeito anti-inflamatório no organismo e no resultado do tratamento de pacientes em hemodiálise.
Um estudo comprovou que a suplementação com 1000 mg de ômega 3 + 400 UI (267mg) de vitamina E por 12 semanas, diminui a inflamação em mulheres com ovário policístico. 
Além disso, outra pesquisa apresentou que a suplementação de 300 mg de ômega + 200 UI (120mg) de vitamina E pode aliviar a cólica e a saúde mental do período menstrual, podendo ser uma substituição ao uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que possuem efeitos colaterais característicos.
Em indivíduos com diabetes mellitus tipo 2, que fazem uso contínuo de glimepirida e metformina, a vitamina E reduz o estresse oxidativo causado pelo excesso de açúcar no sangue, já o ômega 3 ajuda a melhorar o colesterol e a circulação sanguínea. 
Os resultados desta suplementação conjunta também foram estudados para o tratamento da infertilidade em mulheres e na prevenção do desenvolvimento de demência grave em pacientes diagnosticados com alzheimer, porém não foi visto evidências suficientes para apoiar o uso das substâncias nesses casos. 

Dica: Prefira produtos em que as quantidades de EPA e DHA (principais tipos de ômega 3) estejam descritas na informação nutricional do rótulo. Evite as marcas que colocam apenas a quantidade de óleo de peixe no rótulo.

- Um detalhe bem importante, e muitas vezes as pessoas não sabem, é que embalagens transparentes podem prejudicar a qualidade dos suplementos, tornando-os prejudiciais a saúde. As gorduras possuem uma estrutura química que se quebra ao contato com a luz, e o resultado dessa quebra são substâncias que prejudicam a integridades das células e possuem potencial cancerígeno. Como as cápsulas já são transparentes, os produtos devem ser embalados em potes escuros ou opacos, para impedir o contato da luz.

A Sociedade Americana do Coração (AHA – sigla em inglês) orienta que os profissionais da saúde recomendem valores entre 500 mg a 4000 mg de ômega 3 por dia, a depender do estado de saúde do paciente.
Associando essa recomendação com o levantamento dos principais estudos científicos já publicados, na prática clínica geralmente os profissionais recomendam cerca de 1000-1500 mg de ômega 3 ao dia.
Olha o vídeo sobre ele no ar: 

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